A minha paixão pelos azulejos

Por vezes gostamos de alguma coisa e não sabemos explicar bem o porquê. É o que acontece comigo e com os azulejos. Sinto uma atracção especial que me leva a ver, a observar, a olhar mais à frente, mais atrás, a sentir o relevo, a textura. É isto tudo, mas também são também as histórias que eles nos contam. E não precisam de ser azulejos figurativos. Fazem-me lembrar os livros de histórias que não têm texto, mas que, apesar disso, nos permitem contar uma história. E acho que é esse um dos motivos pelos quais gosto tanto de azulejos. Partimos do mesmo material, mas o que neles desenhamos, pode ser uma pintura tradicional, ou esgrafitada, ou outra coisa qualquer. Assim é com os livros, partimos daqueles desenhos e pinturas , mas dependendo do público e da nossa emoção a história pode ir sempre em direcções diferentes e não é por isso que é menos bonita ou menos interessante ou menos cativante. Pois tem tudo a ver com a emoção, com o tom de voz.

Depois, também há a magia da cor dos azulejos, pois as cores em cru têm uns tons pastel, bem diferentes de quando saem do forno (vibrantes e coloridas). A intensidade da pincelada, os relevos que podemos criar, as misturas de técnicas, são um “mundo tão grande” que poderia passar dias a falar sobre isto, especialmente sobre as emoções. As emoções que eles nos causam. E, acima de tudo, fazem-nos querer aprender a pintar. Imaginar um painel, como conjugar os diferentes azulejos e por muito que alteremos a sua posição eles continuam a ter uma história legível (isto sobretudo quando falamos em pintura de azulejo não tradicional).

Convido-vos a virem “espreitar um pouco estes outros mundos” na Casa das Histórias Mágicas e creio que quando de cá saírem , vão muito mais ricos e envoltos numa magia muito especial!